Para aqueles que participaram da oficina "Geografia dos Conflitos" na Semana da Geografia na USP, deixo aqui uma prévia da apresentação utilizada. Peço a gentileza daqueles que se interessarem em tê-la, por favor envie-me um email (rogeriosil@gmail.com) para que eu possa fornecer um código e instruções para download da mesma, ok?
Para os que não participaram da referida oficina, deixo uma breve descrição da apresentação:
"A apresentação procura demonstrar como a geografia e a geopolítica continuam vivas nas (re)definições de novos "espaços vitais" e pela dinâmica político-militar dos Territórios (territorializações, desterritorializações e reterritorializações) e por um fato essencialmente humano, a produção do espaço geográfico."
Prévia da palestra "Geografia dos Conflitos".
domingo, 28 de outubro de 2007Postado por Rogerio Silveira às 22:48 3 comentários
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Começa na terça-feira dia 23 de Outubro a IV Semana de Geografia da USP. A idéia do projeto é propiciar o encontro entre os professores da rede pública de ensino, professores acadêmicos e graduandos, a fim de abrir uma fresta para diálogos, reflexões e experiências frente às necessidades do ensino de geografia, hoje.
Com muito orgulho, estarei ministrando pela segunda vez, uma oficina dentro do prgrama da Seamana. Com o tema "Geografia dos Conflitos", a oficina tem como objetivo inicial demonstrar como a geografia e a geopolítica continuam vivas nas (re)definições de novos "espaços vitais" e pela dinâmica político-militar dos Territórios (territorializações, desterritorializações e reterritorializações) e por um fato essencialmente humano, a produção do espaço geográfico. Além do objetivo acima citado, a oficina também pretende oferecer contribuições e ferramentas de como o tema pode ser abordado em salas de aula dos ensinos fundamental e médio.
Fica meu convite à todos que gostam ou se interessam por temas ligados à geografia.
A programação completa das atividades pode ser consultada no site: http://www.geografia.fflch.usp.br/semangeo
Postado por Rogerio Silveira às 00:17 2 comentários
Etanol: vilão ou herói?
domingo, 21 de outubro de 2007Uma ácida polêmica cerca, há meses, o debate sobre os combustíveis biológicos (ou, para alguns, agrícolas). A produção de etanol seria, como sustentam seus defensores, uma alternativa contra o aquecimento global e uma janela de oportunidade para o Brasil e outros países da América Latina? Ou estaria roubando terra de outros cultivos, inflacionando os preços dos alimentos e pressionando ecossistemas como a Amazônia, apenas para engordar os lucros das transnacionais do agronegócio?
A vantagem ambiental da biomassa em relação ao petróleo é conhecida. Tanto álcool quanto gasolina geram gás carbônico em sua queima. Mas as plantas das quais se extrai o combustível vegetal compensam tal efeito (com folgas, no caso da cana), porque respiram (”seqüestram”) CO2 durante toda sua vida, no processo de fotossíntese.
O foco alternativo é intervir no debate sobre as condições em que se a biomassa será produzida. As nações produtoras de álcool podem se articular, tanto para defender preços dignos (como já faz a OPEP, no caso do petróleo), quanto para colaborar entre si. A diplomacia brasileira teria um papel relevante neste esforço. No interior de cada país, é perfeitamente possível medidas para distribuir a riqueza gerada pelos novos combustíveis (por exemplo, assegurando condições dignas de trabalho na lavoura de cana; estimulando a produção de álcool a partir de outras plantas, em cooperativas e pequenas unidades; tributando a exportação das grandes usinas e utilizando a receita para incentivo à agricultura familiar). O movimento ambientalista pode agir, nos planos nacionais e mundial, para exigir que os novos cultivos de biomassa se dêem em áreas agrícolas hoje desaproveitadas, e não ameace os ecossistemas naturais.
A produção mundial de combustíveis vegetais dobrou entre 2000 e 2005. Tudo indica que haverá uma explosão, nos próximos anos e décadas. É mobilizador imaginar que não se trata nem da “salvação da lavoura”, nem de mais uma conspiração do capital — mas de um processo cujo sentido depende de consciência e mobilização social.
A produção mundial de combustíveis vegetais dobrou entre 2000 e 2005. Tudo indica que haverá uma explosão, nos próximos anos e décadas. É mobilizador imaginar que não se trata nem da “salvação da lavoura”, nem de mais uma conspiração do capital — mas de um processo cujo sentido depende de consciência e mobilização social.
Postado por Rogerio Silveira às 23:30 1 comentários
A Ciência Manca(da)
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Na semana passada, uma notícia (que não causou muita surpresa, pelo menos em mim...) acabou por corroborar com idéia de que a questão ambiental está mais em foco do que nunca: dividiram o prêmio Nobel da Paz o ex vice-presidente dos EUA, Al Gore, e o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU, o IPCC.Mais uma vez é imperativo refletir sobre as causas que levaram à tal fato, no mínimo, grotesco. Tanto Al Gore (que ficou mais famoso e ligado à questão ambiental depois de seu filme "Uma Verdade Incoveniente") quanto o IPCC, são grandes alvos de séria críticas em relação à seriedade e pertinência de seus trabalhos. Este último, inclusive, foi seriamente atacado e criticado por um dos mais respeitados e reconhecidos cientistas brasileiros, o geógrafo Aziz Ab´Saber.
Na verdade o que realmente me incomoda, como geógrafo e professor de geografia, é a banalização de uma questão tão delicada e séria, como é a discussão sobre mudanças climáticas. Este ano, foi impossível de não perceber a verdadeira enxurrada de revistas e livros que foram publicados sobre o tema. Apesar de não ter lidos todos, mas até pela natureza de meu ofício, acabei tomando conhecimento de uma boa parte desse material. Minha constatação irrefutável foi a de que a imensa maioria tratava o tema ou de forma superficial e muitas vezes errôneamente (sem embasamento científico) ou com um sensacionalismo barato, que transparecia o único propósito de vender.
Voltando à abordagem inicial, o fato dos dois entes inicialmente citados terem ganhado o prêmio Nobel da Paz, não traz importância prática nenhuma, mas talvez ganhe ainda mais holofotes e com certeza serão tratados como verdades únicas e absolutas dentro da questão ambiental, o que representa uma verdadeira amputação em uma dos pilares básicos da ciência: a constante e necessária contestação de fatos tidos como absolutos.
É isso!
Postado por Rogerio Silveira às 12:10 1 comentários
Marcadores: ipcc clima aquecimento global protocolo kyoto
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